O estresse ocupacional refere-se a um estado de desequilíbrio entre as demandas do trabalho e os recursos individuais e organizacionais disponíveis para enfrentá-las. Diferente do estresse pontual, o estresse ocupacional é crônico, cumulativo e diretamente relacionado à forma como o trabalho é estruturado e gerido.
Entre os principais determinantes estão a sobrecarga de tarefas, jornadas extensas, pressão por resultados, ambiguidade de papéis, conflitos interpessoais, insegurança laboral e ausência de apoio institucional. Esses fatores ativam respostas fisiológicas e psicológicas contínuas, comprometendo a saúde mental e física do trabalhador.
Os sinais incluem fadiga persistente, irritabilidade, dificuldades cognitivas, alterações do sono, sintomas psicossomáticos e redução do desempenho. Quando negligenciado, o estresse ocupacional pode evoluir para transtornos de ansiedade, depressão e burnout.
As soluções passam pela gestão adequada dos riscos psicossociais, revisão dos processos de trabalho, capacitação das lideranças, promoção de ambientes psicologicamente seguros e implementação de políticas organizacionais de cuidado contínuo.